No maternal afeto que Dona Lucilia demonstra a seus devotos há, sem dúvida, profundos reflexos da suprema bondade de Maria Santíssima. E talvez seja esse o motivo pelo qual ela conquista cada vez mais corações.

Dona Lucilia Corrêa de Oliveira em 1908 ou 1909, tendo nos braços o seu filho Plinio.

Sentindo-se fracos diante de dificuldades intransponíveis e desamparados perante perigos e aflições, muitos têm recorrido à proteção dessa afável senhora, confiantes no seu poder de intercessão junto ao Sagrado Coração de Jesus. E não são defraudados.

Eis alguns testemunhos de pessoas que experimentaram o efeito de sua suave e alentadora compaixão nestes tempos dominados pela agitação e pela tristeza.

Quando falham as soluções humanas…

Acostumado a pedir o auxílio de Dona Lucilia e invocá-la constantemente nas difíceis situações pelas quais passa em sua profissão, Dr. Carlos Alberto ­Barreneche Osorio, colombiano residente no Estado do Pará, escreve-nos relatando os inúmeros favores recebidos durante suas experiências médicas nas precárias regiões do Norte do Brasil.

“Sempre que tenho um caso que escapa de minhas mãos como médico, procuro pedir um milagre. E os milagres eu peço a Dona Lucilia e a Dr. Plinio, que sempre me atendem. É realmente Deus, através do auxílio deles, que me ajuda a salvar essas vidas”.

Entre os numerosos casos por ele testemunhados, Dr. Carlos Alberto destaca dois mais recentes, sucedidos no município de Anapu.

“Em janeiro deste ano, uma menina chegou ao hospital onde trabalho em estado convulsivo devido à febre, o que é rotineiro na emergência da região onde dou plantão. Essa menina, porém, ficou mais de quatro horas nesse estado, e um quadro assim pode causar a morte ou deixar sequelas em uma criança.

“Passei a medicação de protocolo, o Diazepam, mas a convulsão não cessou. Preparei, então, uma segunda ampola e, como os sintomas não remetiam, comecei com esfriamento, com Dipirona… Utilizei ainda Fenitoína, um outro medicamento anticonvulsivo e, por fim, o Midazolam, um anestésico usado em cirurgias para entubar e adormecer. Mesmo com doses altas deste remédio, a crise não remetia…”

Esgotados os meios humanos para solucionar o estado de sua paciente e após quase quatro horas de luta, Dr. Carlos Alberto resolveu recorrer a Dona Lucilia, a fim de que ela se incumbisse de curar a pequena que ali sofria:

“De um momento para outro, vi que a compressa começou a mexer-se… Levantei-a e notei que o bebê estava vivo”

“A mãe e o pai se ajoelharam diante de mim e me pediram que salvasse a sua filha. E eu, aflito, sem saber mais o que fazer, peguei uma estampinha de Dona Lucilia e fiz um sinal da Cruz na testa, no peito e nos ombros da criança… Foi incrível: em dois minutos ela se recuperou como se nada tivesse acontecido”.

“Pedi a Dona Lucilia que fizesse um milagre”

O segundo fato ocorreu também em uma situação de urgência:

“Quando cheguei ao plantão do hospital, havia uma gestante internada com vinte e sete semanas de gestação e diagnóstico de descolamento de placenta, o que em qualquer idade é uma gravidez de risco, tanto para a mãe quanto para o bebê. A única solução era fazer uma cesariana, o que quase seria o mesmo que matar o bebê, pois certamente ele não sobreviveria. Mas, se eu não tirasse o bebê, a mãe morreria…

“Não sobrava quase tempo para tentar salvar o bebê, que já estava com poucos batimentos cardíacos. Então pedi primeiro a Dona Lucilia que me protegesse e que fizesse um milagre para que o bebê sobrevivesse, em um município onde não temos UTI, não temos pediatra, não temos recursos adequados para manter um bebê de vinte e sete semanas e pesando setecentas gramas…

“Decidi fazer a cesariana. Foi uma cirurgia bem complicada, tanto pelo procedimento em si, quanto pelas circunstâncias…

“Fiz a incisão, retirei o bebê – que para mim estava morto naquele momento –, o cobri com umas compressas, coloquei na cama cirúrgica e me dediquei a parar o sangramento que havia no útero da mãe. De um momento para outro, vi que a compressa começou a mexer-se… Levantei-a e notei que o bebê estava vivo. Chamei, então, a enfermeira para dar-lhe os primeiros cuidados, enquanto eu terminava a cesariana. Assim que concluí, fui reanimar o bebê – vinte e sete semanas são seis meses e meio, setecentas gramas… – e, incrivelmente, ele estava chorando e não apresentava nenhum problema. Pedi um helicóptero para que o levasse a Santarém, e o bebê sobreviveu.

“Nos dois casos, tanto da menina convulsiva quanto da mãe que provavelmente perderia o bebê, as famílias são evangélicas e reconheceram que aconteceu um milagre”.

“O único jeito era arriscar e confiar em Deus e em Dona Lucilia”

Dr. Carlos Alberto menciona ainda um caso ocorrido no município de Brasil Novo, com outra gestante em grave risco de vida que, por falta de estrutura do hospital, ele não tinha condições de atender, a não ser com um especial auxílio celeste:

“Ela chegou à emergência em estado gravíssimo, com pré-eclâmpsia e síndrome de Hellp. Pedi ajuda aos hospitais regionais de apoio, mas disseram que não tinham leito nem para o bebê, nem para a mãe. Então, para não perder os dois, o único jeito era arriscar e confiar em Deus, em Dona Lucilia e em Dr. Plinio, que me ajudam. Expliquei para a família que faria a cirurgia, mas que a paciente corria risco de ter uma parada cardiorrespiratória no bloco cirúrgico.

“O problema dessa gestante foi a hemorragia que deu após a cesariana. Pensei que ia perdê-la por causa da perda de sangue. O útero também não contraía. Graças a Deus tudo saiu bem. E, como em todo milagre, não ficaram sequelas”.

Ajuda a um jogador de futebol da Arábia Saudita

Dona Lucilia tem se mostrado solícita em ajudar não somente no Brasil, mas, como nos conta Renato Chaves em seu depoimento, até mesmo no distante Oriente. E, como mãe extremosa que foi durante a vida terrena, ela parece especialmente empenhada em atender aos pais que rogam por seus filhos, mesmo nas circunstâncias mais inusitadas.

“Meu filho, Renato Chaves Júnior, futebolista de vinte e nove anos, foi contratado em agosto de 2018 para jogar como zagueiro por apenas uma temporada no Clube Al-Wehda, em Jeddah, na Arábia Saudita. Desempenhou muito bem sua função, a ponto de vir a ser titular absoluto durante todo o campeonato.

A criança que teve uma crise de convulsão, nos braços de sua mãe

“Em janeiro de 2019, a diretoria do Clube Al-Wehda renovou seu contrato por mais três temporadas, ou seja, até 2021. Porém, o presidente do clube, que também é o príncipe local, nomeou uma nova diretoria esportiva para a temporada de julho de 2019. E logo no primeiro treino, meu filho, até aquele momento titular absoluto, passou para o time reserva. O novo técnico informou que traria seus jogadores e, por este motivo, não seria de seu interesse mantê-lo na equipe do Al-Wehda.

“Diante desta situação de desgaste em que o treinador o colocou, a diretoria do clube propôs a ele pagar apenas cinquenta por cento do contrato. Meu filho, porém, não aceitou e, consequentemente, foi excluído da equipe, tendo que treinar isolado do grupo”.

Preocupado com o estado do filho, seu pai, que se encontrava no Brasil, pôs-se a rezar, pedindo de modo especial a ajuda de Dona Lucilia:

“Enquanto meu filho vinha sofrendo com seu afastamento do elenco principal, eu, como pai, rezava todos os dias para Nossa Senhora Aparecida, pedindo a intercessão de Dona Lucilia”.

A situação foi se resolvendo de modo inesperado e, antes mesmo do término da segunda temporada, Renato já tinha sua posição restabelecida:

“Em 24 de julho de 2019 iniciou-se o Campeonato Saudita e, como se esperava, meu filho Renato não fora inscrito. Porém, logo no primeiro jogo sob o comando do novo técnico, o Clube Al-Wehda teve um péssimo resultado, perdendo de 2 x 0 para o time adversário, o que ocasionou uma enorme revolta na torcida.

“Peguei uma estampinha de Dona Lucilia e fiz um sinal da Cruz na testa, no peito e nos ombros da criança…”

“Os torcedores não estavam apenas inconformados com o resultado catastrófico, mas também indignados pelo fato de o meu filho não estar inscrito no Campeonato Saudita. O rebuliço foi tal que alguns torcedores, como forma de protesto, chegaram a arremessar alguns objetos na diretoria, no príncipe/presidente, e não parou por aí… Para a surpresa da diretoria, do novo técnico e principalmente do Renato, a torcida que estava no estádio começou a gritar: ‘Renato Chaves’.

“Então, depois desse primeiro jogo, a diretoria, com muito receio, chamou o meu filho para conversar e pediu que esquecesse o episódio, dizendo-lhe que seria inscrito no Campeonato Saudita. Ele voltou a treinar com o elenco principal e, para melhorar, foi convocado como titular para a segunda partida do clube.

“Apesar da derrota do time, meu filho novamente foi surpreendido com a torcida que aplaudiu sua atuação em campo. Hoje, Renato Chaves segue no clube e aos poucos vem ganhando apoio da torcida”.

“Senti um alento, como se o seu xale caísse sobre meus ombros”

Também Angela Graciella dos Santos Lopes Costa, de São Carlos (SP), foi favorecida de modo especial pela intercessão de Dona Lucilia, quando se encontrava desempregada.

“Fui demitida da empresa na qual trabalhei por sete anos. A partir de então, começou minha saga para me recolocar no mercado de trabalho. Foram muitos currículos enviados e, apesar da minha formação e experiência, não obtive sucesso…

Angela Gaciella dos Santos Lopes Costa, com um quadro de Dona Lucilia

“Percebi que a ajuda teria que vir do Céu… Fiz algumas novenas, penitências, pedi a São José e às almas do Purgatório, mas não obtive nenhum retorno, pelo menos terreno.

“Precisava auxiliar nas contas domésticas, e meu seguro desemprego estava terminando. Infelizmente as coisas iam ficar muito difíceis com apenas meu esposo trabalhando. Quando ele me disse que iria trabalhar de bicicleta para economizar no combustível, meu coração ficou dilacerado…”

Ao tomar conhecimento de alguns casos de graças recebidas por intermédio de Dona Lucilia, Angela resolveu recorrer à sua intercessão:

“Nesse momento tive a certeza de que ela ia me ajudar também. Fui até o quarto onde temos um quadro de Dona Lucilia, me ajoelhei e conversei com ela. Senti um alento muito grande, como se o seu xale caísse sobre meus ombros. Fiz uma oração e cantei uma música a ela”.

“Tenho a convicta certeza de que Dona Lucilia é a grande responsável; esse foi mais um milagre de nossa mãe!”

Entre lágrimas, Angela concluiu sua súplica a Dona Lucilia, certa de que ela não a desampararia. E, antes mesmo do que esperava, obteve resposta para a sua prece:

“Após aproximadamente uma hora e vinte minutos, meu celular tocou. Era o rapaz do RH de uma empresa, aquela na qual eu mais desejava trabalhar, e onde já havia tentado várias vezes conseguir vaga. Ao atender o telefone, pensei no auxílio de Dona Lucilia. Ele me passou algumas informações e disse que retornaria o contato para informar sobre a sequência do processo seletivo. Dois dias depois, ele ligou solicitando minha documentação: não foi necessário sequer uma entrevista. Tenho a convicta certeza de que Dona Lucilia é a grande responsável. Esse foi mais um milagre de nossa mãe!”

*     *     *

Desse modo, Dona Lucilia tem beneficiado inúmeras almas, abrindo-as não só para o seu auxílio, mas fazendo-as ver nesses favores um reflexo da excelsa bondade de Maria Santíssima, a qual, muito mais ainda do que ela, deseja amparar cada um de seus filhos e reinar o quanto antes em seus corações.

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns pela matéria da Dona Lucilia, gostei muito dos relatos ali apresentados onde mostra claramente a Ajuda de Dona Lucilia à todas as pessoas que com fé recorreram a Ela, pedindo sua interseção. Parabéns que Deus nos abençoe sempre.

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