Sábado Santo – Vigília Pascal

Vigília Pascal. Na mais sagrada e santa das noites, a Santa Igreja nos convida a acreditar na Ressurreição do Senhor por meio de uma belíssima celebração litúrgica, na qual cada gesto nos mostra como “o Rei da vida, morto, reina vivo”.

Leituras da Missa

Santos em destaque

São Sisto I, Papa (†128). Romano de nascimento, foi o sexto sucessor de São Pedro. Regeu a Igreja no tempo do imperador Adriano.

São João, Bispo (†432). Bispo de Nápoles, Itália, São João morreu na Noite Santa da Páscoa, enquanto celebrava os sagrados mistérios, e foi sepultado na Solenidade da Ressurreição do Senhor.

São Ricardo de Chichester, Bispo (†1253). Exilado pelo Rei Henrique III e de novo restituído à sua sede, dedicou-se com generosidade ao socorro dos pobres.

São Luís Scrosoppi, presbítero (†1884). Sacerdote do Oratório de São Filipe Neri, fundou a Congregação das Irmãs da Divina Providência, em Udine, Itália.

São Nicetas, abade (†824). Hegúmeno do mosteiro de Medikion, na atual Turquia, sofreu perseguições por ter defendido com denodo o culto às imagens sagradas.

São José o Himnógrafo, monge (+886). Nascido na Sicília, refugiou-se na Grécia durante as invasões muçulmanas. Combateu os iconoclastas e fundou um mosteiro. Por ser destacado compositor de hinos sacros, foi cognominado Himnógrafo.

Beato João de Penna, presbítero (†1275). Enviado por São Francisco de Assis à Gália Narbonense, França, propagou ali a nova forma de vida evangélica.

Beato Gandolfo de Binasco, presbítero (†c. 1260). Sacerdote franciscano, contemporâneo de seu fundador. Levou uma austera vida de solidão em Polizzi, Sicília, e percorreu as regiões limítrofes para pregar a Palavra de Deus.

Beato Pedro Eduardo Dánkowski, presbítero e mártir (†1942). Sacerdote polonês encarcerado e morto por causa da sua Fé no campo de concentração de Auschwitz, Polônia.

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Leituras da Missa

Para a Vigília Pascal, propõem-se várias leituras do Antigo e do Novo Testamento. Se as circunstâncias exigirem por razões particulares, o número de leituras pode ser reduzido. Mas devem-se ler ao menos três do Antigo Testamento ou, em casos mais urgentes, duas antes da Epístola e do Evangelho. Nunca se omita a leitura do Êxodo sobre a passagem do Mar Vermelho (Terceira leitura).

Primeira leitura: Gn 1,1 – 2,2

1No princípio Deus criou o céu e a terra. 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.

Salmo responsorial: Sl 103,1-2a.5-6.10.12.13-14.24.35c (R.30)

R. Enviai o vosso Espírito Senhor, e da terra toda a face renovai.


1Bendize, ó minha alma, ao Senhor!* Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! 2De majestade e esplendor vos revestis* e de luz vos envolveis como num manto. R.

5Aterra vós firmastes em suas bases,* ficará firme pelos séculos sem fim; 6os mares a cobriam como um manto,* e as águas envolviam as montanhas. R.

10Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes* que passam serpeando entre as montanhas; 12às suas margens vêm morar os passarinhos,* entre os ramos eles erguem o seu canto. R.

13De vossa casa as montanhas irrigais,* com vossos frutos saciais a terra inteira; 14fazeis crescer os verdes pastos para o gado* e as plantas que são úteis para o homem. R.

24Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras,* e que sabedoria em todas elas! Encheu-se a terra com as vossas criaturas!* 35cBendize, ó minha alma, ao Senhor! R.

Segunda leitura: Gn 22,1-18

Naqueles dias: 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: ‘Abraão!’ E ele respondeu: ‘Aqui estou’. 2E Deus disse: ‘Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar’. 3Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5Disse, então, aos seus servos: ‘Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós’. 6Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7Isaac disse a Abraão: ‘Meu pai’. – ‘Que queres, meu filho?’, respondeu ele. E o menino disse: ‘Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?’ 8Abraão respondeu: ‘Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho’. E os dois continuaram caminhando juntos. 9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: ‘Abraão! Abraão!’ Ele respondeu: ‘Aqui estou!’. 12E o anjo lhe disse: ‘Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único’. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14Abraão passou a chamar aquele lugar: ‘O Senhor providenciará’. Donde até hoje se diz: ‘Sobre o monte o Senhor providenciará’. 15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: ‘Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor -, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste’.

Salmo responsorial: Sl 15,5.8.9-10.11 (R.1a)

R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

5Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,* meu destino está seguro em vossas mãos! 8Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,* pois se o tenho a meu lado não vacilo. R.

9Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria,* e até meu corpo no repouso está tranqüilo; 10pois não haveis de me deixar entregue à morte,* nem vosso amigo conhecer a corrupção. R.

11Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites,* delícia eterna e alegria ao vosso lado! R.

Terceira leitura: Ex 14,15-15,1

Naqueles dias: 15O Senhor disse a Moisés: ‘Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. 16Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. 17De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu seja glorificado às custas do Faraó, e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. 18E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do Faraó, dos seus carros e cavaleiros’. 19Então, o anjo do Senhor, que caminhava à frente do acampamento dos filhos de Israel, mudou de posição e foi para trás deles; e com ele, ao mesmo tempo, a coluna de nuvem, que estava na frente, colocou-se atrás, 20inserindo-se entre o acampamento dos egípcios e o acampamento dos filhos de Israel. Para aqueles a nuvem era tenebrosa, para estes, iluminava a noite. Assim, durante a noite inteira, uns não puderam aproximar-se dos outros. 21Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte; e as águas se dividiram. 22Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda. 23Os egípcios puseram-se a prossegui-los, e todos os cavalos do Faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro. 24Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. 25Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: ‘Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós’. 26O Senhor disse a Moisés: ‘Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros’. 27Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas. 28As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinha entrado no mar em perseguição de Israel. Não escapou um só. 29Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda. 30Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar, 31e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. 15,1Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico.

Salmo responsorial: Ex 15,1-2.3-4.5-6.17-18 (R. 15,1a)

R. Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!

1Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória:* precipitou no Mar Vermelho o Cavalo e o cavaleiro! 2O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar,+ pois foi ele neste dia para mim libertação!* Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai e o honrarei. R.

3O Senhor é um Deus guerreiro;* o seu nome é ‘Onipotente’. 4Os soldados e os carros do Faraó jogou no mar;* afogou no mar Vermelho a elite das tropas. R.

5E as ondas os cobriram,* como pedra eles afundaram. 6Vossa direita, ó Senhor, é terrível em poder.* Vossa direita, ó Senhor, aniquila o inimigo! R.

17Vosso povo levareis e o plantareis em vosso Monte,* no lugar que preparastes para a vossa habitação, no Santuário construído pelas vossas próprias mãos.* 18O Senhor há de reinar eternamente, pelos séculos! R.

Quarta leitura: Is 54,5-14

5Teu esposo é aquele que te criou, seu nome é Senhor dos exércitos; teu redentor, o Santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra. 6O Senhor te chamou, como a mulher abandonada e de alma aflita; como a esposa repudiada na mocidade, falou o teu Deus. 7Por um breve instante eu te abandonei, mas com imensa compaixão volto a acolher-te. 8Num momento de indignação, por um pouco ocultei de ti minha face, mas com misericórdia eterna compadeci-me de ti, diz teu salvador, o Senhor. 9Como fiz nos dias de Noé, a quem jurei nunca mais inundar a terra, assim juro que não me irritarei contra ti nem te farei ameaças. 10Podem os montes recuar e as colinas abalar-se, mas minha misericórdia não se apartará de ti, nada fará mudar a aliança de minha paz, diz o teu misericordioso Senhor. 11Pobrezinha, batida por vendavais, sem nenhum consolo, eis que assentarei tuas pedras sobre rubis, e tuas bases sobre safiras; 12revestirei de jaspe tuas fortificações, e teus portões, de pedras preciosas, e todos os teus muros, de pedra escolhida. 13Todos os teus filhos serão discípulos do Senhor, teus filhos possuirão muita paz; 14terás a justiça por fundamento. Longe da opressão, nada terás a temer; serás livre do terror, porque ele não se aproximará de ti.

Salmo responsorial: Sl 29,2.4.5-6.11.12a.13b (R.2a)

R. Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes!

2Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes,* e não deixastes rir de mim meus inimigos! 4Vós tirastes minha alma dos abismos* e me salvastes, quando estava já morrendo! R.

5Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,* dai-lhe graças e invocai seu santo nome! 6Pois sua ira dura apenas um momento,* mas sua bondade permanece a vida inteira;  à tarde vem o pranto visitar-nos,* de manhã vem saudar-nos a alegria. R.

11Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade!* Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! 12Transformastes o meu pranto em uma festa,* 13bSenhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos! R.

Quinta leitura: Is 55,1-11

Assim diz o Senhor: 1A vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga. 2Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. 3Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi. 4Eis que fiz dele uma testemunha para os povos, chefe e mestre para as nações. 5Eis que chamarás uma nação que não conhecias, e acorrerão a ti povos que não te conheciam, por causa do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, que te glorificou. 6Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. 7Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. 8Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra. 10Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la.

Salmo responsorial: Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R. 3)

R. Com alegria bebereis do manancial da salvação.

2Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo;* o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. 3Com alegria bebereis do manancial da salvação. R.

4be direis naquele dia: ‘Dai louvores ao Senhor, 4cinvocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas,* 4d dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. R.

5Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos,* publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! 6Exultai cantando alegres, habitantes de Sião,* porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!’ R.

Sexta leitura: Br 3,9-15.32-4,4

9Ouve, Israel, os preceitos da vida; presta atenção, para aprenderes a sabedoria. 10Que se passa, Israel? Como é que te encontras em terra inimiga? 11Envelheceste num país estrangeiro, te contaminaste com os mortos, foste contado entre os que descem à mansão dos mortos. 12Abandonaste a fonte da sabedoria! 13Se tivesses continuado no caminho de Deus, viverias em paz para sempre. 14Aprende onde está a sabedoria, onde está a fortaleza e onde está a inteligência, e aprenderás também onde está a longevidade e a vida, onde está o brilho dos olhos e a paz. 15Quem descobriu onde está a sabedoria? Quem penetrou em seus tesouros? 32Aquele que tudo sabe, conhece-a, descobriu-a com sua inteligência; aquele que criou a terra para sempre e a encheu de animais e quadrúpedes; 33aquele que manda a luz, e ela vai, chama-a de volta, e ela obedece tremendo. 34As estrelas cintilam em seus postos de guarda e alegram-se; 35ele chamou-as, e elas respondem: ‘Aqui estamos’; e alumiam com alegria o que as fez. 36Este é o nosso Deus, e nenhum outro pode comparar-se com ele. 37Ele revelou todo o caminho da sabedoria a Jacó, seu servo, e a Israel, seu bem-amado. 38Depois, ela foi vista sobre a terra e habitou entre os homens. 4,1A sabedoria é o livro dos mandamentos de Deus, é a lei, que permanece para sempre. Todos os que a seguem, têm a vida, e os que a abandonam, têm a morte. 2Volta-te, Jacó, e abraça-a; marcha para o esplendor, à sua luz. 3Não dês a outro a tua glória nem cedas a uma nação estranha teus privilégios. 4Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus.

Salmo responsorial: Sl 18,8.9.10.11 (R.Jo 6,68c)

R. Senhor, tens palavras de vida eterna.

8Alei do Senhor Deus é perfeita,* conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel,* sabedoria dos humildes. R.

9Os preceitos do Senhor são precisos,* alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante,* para os olhos é uma luz. R.

10É puro o temor do Senhor,* imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos* e justos igualmente. R.

11Mais desejáveis do que o ouro são eles,* do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel,* que o mel que sai dos favos. R.

Sétima leitura: Ez 36,16-17a.18-28

16A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 17a‘Filho do homem, os da casa de Israel estavam morando em sua terra. Mancharam-na com sua conduta e suas más ações. 18Então derramei sobre eles a minha ira, por causa do sangue que derramaram no país
e dos ídolos com os quais o mancharam. 19Eu dispersei-os entre as nações, e eles foram espalhados pelos países. Julguei-os de acordo com sua conduta e suas más ações. 20Quando eles chegaram às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome; pois deles se comentava: ‘Esse é o povo do Senhor; mas tiveram de sair do seu país!` 21Então eu tive pena do meu santo nome que a casa de Israel estava profanando entre as nações para onde foi. 22Por isso, dize à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus: Não é por causa de vós que eu vou agir, casa de Israel, mas por causa do meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. 23Vou mostrar a santidade do meu grande nome, que profanastes no meio das nações. As nações saberão que eu sou o Senhor. – oráculo do Senhor Deus – quando eu manifestar minha santidade à vista delas por meio de vós. 24Eu vos tirarei do meio das nações, vos reunirei de todos os países, e vos conduzirei para a vossa terra. 25Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. 26Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne; 27porei o meu espírito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de observar os meus mandamentos. 28Habitareis no país que dei a vossos pais. Sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus.

Salmo responsorial: Sl 41,3.5bcd;42,3.4 (R. 41,2)

R. A minh’alma tem sede de Deus.

41,3A minh’alma tem sede de Deus,* e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver* a face de Deus? R.

5Peregrino e feliz caminhando* para a casa de Deus, entre gritos, louvor e alegria* da multidão jubilosa. R.

42.3Enviai vossa luz, vossa verdade:* elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo,* até a vossa morada! R.

4Então irei aos altares do Senhor,* Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa,* meu Senhor e meu Deus! R.

Oitava leitura: Rm 6,3-11

Irmãos, 3será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? 4Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. 5Pois, se fomos de certo modo identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição. 6Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. 7Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado. 8Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. 10Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive. 11Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.

Evangelho: Mc 16,1-7

1Quando passou o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus. 2E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo. 3E diziam entre si: “Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo?” 4Era uma pedra muito grande. Mas, quando olharam, viram que a pedra já tinha sido retirada. 5Entraram, então, no túmulo e viram um jovem, sentado ao lado direito, vestido de branco. E ficaram muito assustadas. 6Mas o jovem lhes disse: “Não vos assusteis! Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui. 7Vede o lugar onde o puseram. Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galileia. Lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito”.

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