Liturgia Diária – 16 de novembro

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Terça-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Leituras da Missa

Santos em destaque

Santa Gertrudes – Igreja de Nossa Senhora da Glória, Minas Gerais (Brasil)

Santa Gertrudes, virgem. (†1302). Religiosa do mosteiro cisterciense de Helfta, Alemanha. Teve experiências místicas sobre o mistério da Encarnação, o Sagrado Coração de Jesus e a Eucaristia.

Santa Margarida da Escócia – Basílica de São Patrício, Montreal (Canadá)

Santa Margarida da Escócia, rainha e viúva. Natural da Hungria, tornou-se rainha da Escócia aos vinte e quatro anos. Morreu em Edimburgo, no ano de 1093.

Santa Inês, virgem (†1253) seguiu as pegadas de sua irmã, Santa Clara, e abraçou de todo o coração a vida de pobreza franciscana.

Santo Euquério de Lyon, Bispo (†449). Retirou-se para levar vida ascética numa ilha próxima a Lérins, França, e foi eleito Bispo de Lyon. Escreveu a história de numerosos mártires.

Santo Edmundo Rich, Bispo (†1240). Arcebispo de Cantuária, Inglaterra. Exilado por defender os
direitos da Igreja, viveu santamente entre os monges cistercienses de Pontigny, França.

São Otemaro, abade (†759). Na Suíça, construiu um pequeno hospital para leprosos, e um mosteiro sob a regra beneditina.

Beato Eduardo Osbaldeston, presbítero e mártir (†1594). Sacerdote de Yorkshire, Inglaterra, executado durante o reinado de Isabel I por exercer seu ministério.

Ver todos os Santos deste dia no Martirológio Romano online

Leituras da Missa

Primeira leitura: 2Mc 6,18-31

18Eleazar era um dos principais doutores da Lei, homem de idade avançada e de venerável aparência. Quiseram obrigá-lo a comer carne de porco, abrindo à força sua boca. 19Mas ele, preferindo morrer gloriosamente a viver desonrado, caminhou espontaneamente para a tortura da roda, 20depois de ter cuspido o que lhe haviam posto na boca. Assim deveriam proceder os que têm a coragem de recusar aquilo que nem para salvar a vida é lícito comer. 21Os encarregados desse ímpio banquete ritual, que conheciam Eleazar desde muito tempo, chamaram-no à parte e insistiram para que mandasse trazer carnes cujo uso lhes era permitido e que ele mesmo tivesse preparado, apenas fingisse comer carnes provenientes do sacrifício, conforme o rei ordenara. 22Agindo assim evitaria a morte, aproveitando esta oportunidade que lhe davam em consideração à velha amizade. 23Mas ele tomou uma nobre resolução digna da sua idade, digna do prestígio de sua velhice, dos seus cabelos embranquecidos com honra, e da vida sem mancha que levara desde a infância. Uma resolução digna, sobretudo, da santa legislação instituída pelo próprio Deus. E respondeu coerentemente, dizendo que o mandassem logo para a mansão dos mortos. 24E acrescentou: ‘Usar desse fingimento seria indigno da nossa idade. Muitos jovens ficariam convencidos de que Eleazar, aos noventa anos, adotou as normas de vida dos estrangeiros; 25seriam enganados por mim, por causa do fingimento que eu usaria para salvar um breve resto de vida. De minha parte, eu atrairia sobre minha velhice a vergonha e a desonra. 26E ainda que escapasse por um momento ao castigo dos homens, eu não poderia, nem vivo nem morto, fugir das mãos do Todo-poderoso. 27Se, pelo contrário, eu agora renunciar corajosamente a esta vida, vou mostrar-me digno de minha velhice, 28e deixarei aos jovens o nobre exemplo de como se deve morrer, com entusiasmo e generosidade, pelas veneráveis e santas leis’. Ditas esta palavras, caminhou logo para o suplício. 29Os que o conduziam, transformaram em brutalidade a benevolência manifestada pouco antes. E consideraram loucas as palavras que ele acabara de dizer. 30Eleazar, porém, estando para morrer sob os golpes, disse ainda entre gemidos: ‘O Senhor, em sua santa sabedoria, vê muito bem que eu, podendo escapar da morte, suporto em meu corpo as dores cruéis provocadas pelos açoites, mas em minha alma suporto-as com alegria, por causa do temor que lhe tenho’. 31Assim Eleazar partiu desta vida. Com sua morte deixou um exemplo de coragem e um modelo inesquecível de virtude, não só para os jovens, mas também para toda a nação.

Salmo responsorial:  Sl 3,2-3.4-5.6-7 (R. 6b)

R. É o Senhor quem me sustenta e me protege!

2Quão numerosos, ó Senhor, os que me atacam; *quanta gente se levanta contra mim! 3Muitos dizem, comentando a meu respeito: *’Ele não acha a salvação junto de Deus!’ R.

4Mas sois vós o meu escudo protetor, *a minha glória que levanta minha cabeça! 5Quando eu chamei em alta voz pelo Senhor, *do Monte santo ele me ouviu e respondeu. R.

6Eu me deito e adormeço bem tranquilo; *acordo em paz, pois o Senhor é meu sustento. 7Não terei medo de milhares que me cerquem *e furiosos se levantem contra mim. R.

Evangelho: Lc 19, 1-10

Naquele tempo: 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: ‘Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa.’ 6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: ‘Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!’ 8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: ‘Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais.’ 9Jesus lhe disse: ‘Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.’

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