Santos em destaque

São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja. Após a morte de sua mãe, retirou-se para o deserto. Chamado a Antioquia, foi ordenado diácono, sacerdote e depois nomeado bispo e patriarca da Sede de Constantinopla, capital do Império do Oriente. Pelo fogo e sabedoria de suas palavras, foi cognominado de Crisóstomo, palavra grega que significa “boca de ouro”. Morreu no exílio em 407, deixando abundante produção intelectual.

São Maurílio, Bispo (†453).Nascido em Milão, foi discípulo de São Martinho de Tours, por quem foi ordenado presbítero. Eleito Bispo de Angers, França, erradicou as superstições pagãs dos povos rurais.

Santo Amado, abade (†629). Sacerdote e monge insigne por sua austeridade, governou com sabedoria o mosteiro de Habend, França.

São Marcelino, mártir († 413). Amigo de São Jerônimo e Santo Agostinho, com os quais manteve correspondência. Foi morto ao defender a fé católica nas controvérsias com os hereges donatistas.

Beato Aurélio Maria (Benvindo Villalón Acebrón), religioso e mártir (†1936). Membro da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, morto por ódio à Igreja.

Beata Maria de Jesus Lopez Rivas, religiosa (†1640). Priora do convento carmelita de Toledo, discípula de Santa Teresa de Ávila. Caluniada e deposta do cargo, suportou tudo com grande caridade.

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Leituras da Missa

Primeira leitura: Eclo 27,33-28,9

33O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. 28,1Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. 2Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. 3Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? 4Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? 5Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? 6Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; 7pensa na destruição e na morte e persevera nos mandamentos. 8Pensa nos mandamentos e não guardes rancor ao teu próximo. 9Pensa na aliança do Altíssimo e não leves em conta a falta alheia!

Salmo responsorial: Sl 102,1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)

R. O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

1Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! 2Bendize, ó minha alma, ao Senhor,* não te esqueças de nenhum de seus favores! R.

3Pois ele te perdoa toda culpa,* e cura toda a tua enfermidade; 4da sepultura ele salva a tua vida* e te cerca de carinho e compaixão. R.

9Não fica sempre repetindo as suas queixas,* nem guarda eternamente o seu rancor. 10Não nos trata como exigem nossas faltas,* nem nos pune em proporção às nossas culpas. R.

11Quanto os céus por sobre a terra se elevam,* tanto é grande o seu amor aos que o temem; 12quanto dista o nascente do poente,* tanto afasta para longe nossos crimes. R.

Segunda leitura: Rm 14, 7-9

Irmãos, 7ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto, para ser o Senhor dos mortos e dos vivos. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Mt 18,21-35

Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

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