Aconteceu na Igreja e no mundo

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Continuam as profanações de igrejas nos Estados Unidos

O ano de 2020 tem sido marcado por uma intensa onda anticristã nos Estados Unidos, caracterizada por atos de vandalismo e profanação cada vez mais frequentes.

Na Paróquia Holy Family de Citrus Heights, no Estado da Califórnia, por exemplo, uma imagem de Nossa Senhora foi decapitada, e uma escultura representando os Dez Mandamentos, erigida em honra às vítimas de abortos, foi profanada no dia 17 de agosto.

Também foram decapitadas uma estátua de Santa Teresinha do Menino Jesus, em 13 de setembro, numa Igreja a ela dedicada em Midvale, na Diocese de Salt Lake City, e, dois dias depois, uma imagem do Sagrado Coração de Jesus pertencente à Catedral de Saint Patrick, na Diocese de El Paso, Texas. Ainda neste estado americano foi vandalizado o Seminário da Asunción, no dia 24 do mesmo mês.

Imagem do Sagrado Coração de Jesus que presidia o altar-mor da Catedral de El Paso, após sofrer um atentado em 14/9/2020

Já a Igreja da Encarnação, em Town’n’Country, na Flórida, foi invadida no dia 29 de setembro. As câmeras de segurança mostram um homem, utilizando máscara e luvas, que arromba as portas do templo e ateia fogo a alguns bancos, o que sugere a intenção do criminoso de incendiar a igreja. Felizmente, as chamas não se propagaram.

 

Bispos do Canadá e dos EUA denunciam medidas discriminatórias

No dia 20 de setembro, o Ministro da Saúde e Serviços Sociais de Quebec emitiu uma ordem limitando a participação em cultos religiosos fechados para cinquenta pessoas, na maioria das regiões da província, e a vinte e cinco pessoas em outras áreas, como Montreal e Quebec. Tal medida seria uma resposta a um aumento de casos do covid-19 na região.

Em declaração publicada no dia 21 de setembro, Dom Christian Rodembourg, Bispo de Saint-Hyacinthe e presidente da Assembleia dos Bispos Católicos de Quebec, objetou a medida alegando que as igrejas deveriam ser ao menos tratadas como os auditórios, cinemas e teatros, que podem receber até duzentas e cinquenta pessoas por sessão, visto que “as medidas sanitárias já implantadas em igrejas e locais de culto vão além das exigências do governo”.

Também o Arcebispo de São Francisco (EUA), Mons. Salvatore J. Cordileone, manifestou sua indignação perante o sesgo discriminatório das medidas adotadas pela prefeitura. Enquanto grandes lojas de departamentos podem funcionar a 25% de sua capacidade, os fiéis só podem entrar um a um para rezar na catedral. “É por nossa Fé Católica que estamos sendo postos no fim da linha”, afirma.

Karaganda terá a primeira Basílica Menor da Ásia Central

Em meados de setembro, a imprensa católica anunciou a nomeação da Igreja de São José, em Karaganda (Cazaquistão), como primeira Basílica menor do país e da Ásia Central.

O templo foi construído na década de 1970, quando o país ainda fazia parte da União Soviética. Ao ser consagrado em junho de 1980, a igreja veio a se tornar um ponto de referência para a comunidade católica do país. “Durante o comunismo, as pessoas viajavam muitos quilômetros para receber aqui os sacramentos e apoio espiritual”, explicou o atual reitor da Basílica, Padre Vladimir Dzurenda.

Primeira Basílica Menor da Ásia Central

Segundo o Bispo de Karaganda, Dom Adelio Dell’Oro, o título “é um reconhecimento muito importante para os católicos do Cazaquistão. Trata-se de um verdadeiro Santuário, para onde muitos se dirigem em peregrinação, pois no seu interior estão as relíquias do Padre mártir do comunismo Vladislav Bukovinskyi”.

China: recrudesce-se a perseguição religiosa

A revista online Bitter Winter, dedicada a divulgação de notícias concernentes à liberdade religiosa e direitos humanos na China, publicou no final de setembro mais uma denúncia de perseguição aos católicos. O relato, cuja origem é uma fonte anônima da Diocese de Mindong, declara que o governo teria sequestrado um sacerdote local, o Pe. Liu Maochun, a fim de levá-lo a aderir à Associação Católica Patriótica Chinesa (CPCA).

Afirma-se que o Pe. Maochun estava visitando seus pais em um hospital na província de Guangdong, no dia 1º de setembro, quando foi recebido pela polícia e levado para um local não revelado na cidade de Fu’na, onde foi submetido a interrogatórios e métodos de tortura. O delator diz ainda que a prisão do sacerdote ocorreu por ser ele considerado “ideologicamente radical”, em razão de sua posição de assistente do Bispo Auxiliar da Diocese, Dom Guo Xijin, um dos líderes católicos que se recusa a ingressar na CPCA.

A agência Gaudium Press relata ainda outros fatos que indicam a existência de uma perseguição em curso contra os católicos que se recusam a ingressar na CPCA. Dentre estes, pode-se citar o ocorrido com algumas freiras da cidade de Zhangjiakou, distrito de Chongli, que foram obrigadas a deixar a região onde trabalhavam há décadas sob a justificativa de “não serem locais”.

“Preferimos ser presas e encarceradas do que preencher esses requerimentos”, expressou uma das religiosas. “Depois que os formulários [de inscrição do CPCA] fossem preenchidos, eles nos convocariam para assistirmos aulas de treinamento na capital da província, onde seríamos doutrinadas com a ideologia do Partido Comunista Chinês, como fazem com os sacerdotes”.

Santuário goiano da Sagrada Família é elevado a Basílica

O Santuário Sagrada Família, localizado na Arquidiocese de Goiânia, foi recentemente elevado à categoria de Basílica Menor. A cerimônia, realizada no dia 29 de setembro, Festa dos três Arcanjos, foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Washington Cruz. O título havia sido concedido em fevereiro deste ano, porém foi necessário realizar algumas reformas antes da elevação propriamente dita.

Construído em 1980, o Santuário da Sagrada Família é o terceiro templo dessa Arquidiocese a receber o título de Basílica Menor, sendo os outros dois o Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, também em Goiânia, e o do Divino Pai Eterno, em Trindade.

Convento carmelita comemora no Vietnã 60 anos de existência

No dia 1º de outubro, festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, as carmelitas do convento de Nha Trang (Vietnã) celebraram os sessenta anos de fundação do seu mosteiro.

Para comemorar a data foi celebrada uma Missa, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Joseph Vo Duc Minh, e concelebrada por trinta e cinco sacerdotes. Quase quatrocentos fiéis participaram do ato litúrgico. Em sua homilia, o prelado elogiou o serviço prestado pelas religiosas à Igreja agindo silenciosamente como “para-raios” dos sofrimentos e infortúnios dos outros.

Atualmente, o Vietnã possui no total oito mosteiros com duzentas e sessenta carmelitas.

 

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